quinta-feira, 20 de maio de 2021

A Jornada para a Simplicidade

 

Conforme podemos ver no gráfico o nível de aperfeiçoamento passa duas vezes pela simplicidade. Na primeira passada é pela falta de conhecimento - nessa fase o leigo tende a ter uma visão simplista devido à falta de compreensão do todo; na segunda é decorrente da simplificação oriunda da experiência (quando vc finalmente percebe que não precisava ser tão complexo). 

Quando estamos aprendendo algo novo, nos são apresentadas diversas simplificações. Por isso o LEIGO tende a ver soluções rápidas, mas elas são normalmente incompletas. A medida que avançamos no conhecimento a realidade vai se revelando, ou seja, o iniciante percebe que o buraco é mais embaixo. 

No topo do gráfico começamos a acreditar que dominamos todo o processo. Somos a personificação do PAGADOR de MISTÉRIOS.

E em determinado momento, quando saímos do mundo imaginário onde nos achávamos os “humildes sabedores da porra toda” e somos testados no mundo real, conseguimos começar a enxergar, depois de muita porrada, formas de otimizar todo o processo (início da decida do gráfico). Até finalmente chegarmos em algo próximo ao que possa ser chamado de EXPERT.... Mas até os experts ainda têm um chão a percorrer na Jornada da Simplicidade. 

👊🏾🇧🇷

Uma nova ótica sobre as Competências de um Líder

 Alguns autores encaram ATRIBUTOS e COMPETÊNCIAS como a mesma coisa, outros não (logicamente rs). Acho que ninguém de fato sabe. Se você fizer uma pesquisa rápida na internet vai entender do que estou falando. 


Minha ideia aqui é jogar uma nova luz nas competências do líder, sintetizando-as em apenas TRÊS ÁRES que, acredito, trarão grandes contribuições para qualquer líder. 


Em cada uma dessas áreas, reflita sobre o que é necessário para melhorá-las, avaliando sempre sob a ótica do CONHECIMENTO – o que posso aprender sobre essa competência em cursos, estágios ou livros, por exemplo? –, HABILIDADES – tenho colocado em prática o que aprendi ou continuo preso à teoria? – e ATITUDES – tenho sido proativo e agregado valor no desempenho dessa competência? 


São elas:


1. Melhore-se naquilo que se propõe ou é pago para fazer. Seja muito bom naquilo que faz e trabalhe para se tornar uma referência em sua área de atuação. Aqui me refiro ao seu cargo. Não se limite aos cursos de carreira ou aqueles financiados por sua organização. Vá atrás do conhecimento, leia livros, converse com pessoas mais experientes. Aprenda também sobre o próximo nível para que quando surgir uma oportunidade para ascender profissionalmente você esteja preparado. 


2. Torne-se uma pessoa melhor. Comece colocando em prática o que nos disse Sêneca: “Trate seus subordinados como gostaria de ser tratado por seus superiores”. Mas isso tem que virar uma ação, não pode ficar só no discurso. Faça as coisas com zelo e CAPRICHO. Fale menos e faça mais. 


3. Seja o exemplo. Basicamente é o resultado natural das duas anteriores. Vou resumir com uma citação de Bouchacourt: “O subordinado quer encontrar em seu comandante um físico marcial (...) gosta de ter a sua frente um homem de aparência enérgica e máscula (...) que seja capaz de fazer aquilo que ordena que se faça”.

 

Mais sobre esse assunto e outros aspectos da “Liderança no Mundo Real” (não aquela bonita e com música de fundo dos filmes de Hollywood) você vai encontrar no meu livro.

Quer formar Líderes? AFASTE-SE!

 

Defina primeiro o que você quer: quer ter muitas pessoas te seguindo, enquanto mantém seu ego satisfeito, ou quer ter pessoas que consigam produzir seus próprios resultados (menos holofotes pra você nesse caso)? 


É muito boa a sensação de sermos lembrados, mas como costumo dizer: se sua presença é com frequência solicitada para resolver problemas da sua equipe, não se sinta importante, pois isso é um sinal de que está falhando como líder. 


A grande contribuição de um Líder Servidor não é fazer tudo pelos outros, mas sim dar-lhes as oportunidades para que aprendam a fazer as coisas por si mesmos, ou seja, é ensinar-lhes a caminhar com as próprias pernas. Só assim o líder terá tempo para focar em resultados para si mesmo (melhorar-se) ou para algo maior, como sua organização, sua família, a sociedade etc. 


No final das contas, voltamos aos 5 princípios:

  1. Lidere-se!
  2. Menos, porém melhor.
  3. As pessoas em primeiro lugar. 
  4. Erros não são fracassos. 
  5. Vá para onde a ação acontece. 
Ainda não conhece o meu trabalho?

Versão eBook:

https://www.amazon.com.br/para-onde-AÇÃO-acontece-Princ%C3%ADpios-ebook/dp/B093FZZSC7


Versão impressa:

https://loja.uiclap.com/titulo/ua6632/

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Descubra porque você precisa de um COACH!



Encontrar alguém que possa lhe guiar na jornada de se tornar um líder melhor não deveria ser motivo de vergonha ou chacota, pois as pessoas se orgulham de dizer com quem estão treinando na musculação, no CrossFit, no jiu-jitsu etc.


Bem, eu não virei “coach”. Usei a palavra coach, mas poderia ter escrito MENTOR. Tecnicamente existem diferenças entre coaching e mentoring, mas para esse primeiro conteúdo, o conceito de mentoring vai servir. E para não acharem que fiquei maluco, gostaria de informar que o nosso Corpo de Fuzileiros Navais também possui um programa interno de mentoria, o Programa de Orientação e Acompanhamento de Oficiais (PROA-CFN). 


Eu também achei no início que esse negócio de coaching seria só mais uma modinha, mas era arrogância e desconhecimento da minha parte. E inegável que há oportunistas nessa área (como em qualquer outra), mas a verdade é que tudo isso é bem mais antigo; o que mudou foi a necessidade das pessoas de apresentarem um DESEMPENHO diferenciado no campo profissional. Quanto menos instável é sua atividade, mais você vai precisar se profissionalizar e se destacar positivamente. É comum em carreiras com maior estabilidade as pessoas acharem que coaching é desnecessário, mas até mesmo nessas profissões há necessidade de se destacar nas áreas gerencial e de liderança. 


Você certamente conhece pessoas (talvez você mesmo) que planejam correr uma maratona, participar de um Iron Man ou participar de uma competição de fisiculturismo, por exemplo. Pra isso, contratam profissionais experientes que irão lhe mostrar o passo a passo para realizar essa empreitada. 


Toda equipe esportiva possui um técnico, treinador ou coach... Tudo isso com um propósito de obter um melhor RENDIMENTO e se DESTACAR positivamente entre as demais. Aqui fica claro que um coach não é alguém que vai te dizer o que você quer ouvir ou falar frases motivacionais, ele vai te conduzir até seu objetivo (e vai doer rs). Um verdadeiro coach não vai te confortar, muito pelo contrário, vai te CONFRONTAR e expor todas as suas feridas. Mas isso é parte do processo.


E mesmo que seu único adversário seja você mesmo, chega um momento em que você atinge seu limite e pode começar a se sentir PRETERIDO por outras pessoas.


No processo de LIDERAR ou FORMAR novos LÍDERES não é diferente: Quem é a sua referência? Que técnicas você usa para melhorar o rendimento de sua equipe? Que exemplos você dá?


Não seja INGÊNUO (ou ARROGANTE) a ponto de achar que já sabe de tudo ou que sua carreira já te preparou para todas as situações. Todos nós precisamos de alguém que nos oriente e que extraia o melhor de nós, pois essas pessoas têm a capacidade de enxergar o que não vemos. Enquanto você está aí fazendo piadas com o “coaching”, alguns de seus pares (ou concorrentes) estão obtendo resultados melhores que o seu. Depois não seja COVARDE a ponto de dizer que tiveram sorte ou eram “apadrinhados” de alguém. 


Voltando ao ponto inicial: Uma coisa que os atletas profissionais (e atualmente até amadores) sabem é que precisam de um coaching. Você se julga PROFISSIONAL na sua área de atuação? Então me diga, quem é o seu COACH? 


E não se engane, pois a forma como você ACHA que as pessoas te veem pode ser bem diferente da forma como de fato você é visto.


Seu título faz de você um gestor; seu pessoal faz de você um líder.”  Donna Dubinsky


LIDERE-SE!

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quarta-feira, 12 de maio de 2021

Quando você não responde à altura...

 Quando você não responde à altura da necessidade, abre mão de liderar.” Mílton Jung e Leny Kyrillos




A LIDERANÇA é um processo no qual os RESULTADOS dependerão, basicamente, das interações entre quatro “variáveis”: o LÍDER, o LIDERADO, a SITUAÇÃO e a TAREFA. 


Dessa forma, o LÍDER é aquele que:

  • busca conhecer profundamente cada variável, começando por ele mesmo; e
  • com base no estudo dessas variáveis, busca definir o Tipo de Liderança a ser empregado, de acordo com a situação, bem como, montar equipes adequadas ao cumprimento da tarefa.


Responder à altura da necessidade não significa que um líder nunca irá falhar, significa que suas decisões e ações serão pautadas, por exemplo, no cumprimento da MISSÃO, na CORAGEM, no EXEMPLO, na HUMANIDADE, na ECONOMICIDADE, na AUTORRESPONSABILIDADE, na JUSTIÇA e na HONESTIDADE de PROPÓSITO. 

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Os 4 Estágios do “NÃO SEI”

Eu já adianto adianto logo: “Não dá ou não sabe?” 😅

Diante de um “não dá” certifique-se sempre se não está sendo dito para mascarar um “não sei”.


Por trás de cada ‘não dá’ esconde-se um ‘não posso’; e por trás de cada ‘não posso’ geralmente um ‘não quero’. E por trás desse ‘não quero’ frequentemente há um ‘NÃO SEI’.” Monika Matschnig





Mas pior do que a falta de humildade (e coragem) para dizer logo que não sabe é insistir em tentar CONSERTAR o que NÃO conhece!





Quanto mais alto e relevante for o nosso cargo, maior será a pressão social para que tenhamos todas as respostas. Mas isso é IMPOSSÍVEL. Por isso, sejamos HONESTOS (e CORAJOSOS) para admitir quando não sabemos e HUMILDES para delegar as tarefas para quem as conhecem.


"Não se MELHORA o que não se MEDE; não se MEDE o que não se DEFINE; não se DEFINE o que não se CONHECE." William Edwards Deming. 

👊🏾🇧🇷

Os 3 PORQUÊS do Comandante


 O líder não erra quando quer ser grande ou quando busca fazer o melhor pela instituição. Ele erra quando suas decisões começam a ser afetadas por suas aspirações pessoais. 


Foi justamente para não cair nessa armadilha, que desenvolvi os 3 PORQUÊS do Comandante. Eles foram meus grandes filtros para cada decisão ou nova frente a ser aberta (ou fechada) quando estive no comando do 1º Batalhão de Operações Ribeirinhas. São eles:


1. Resgate e manutenção de VALORES institucionais. Não há como pensar na Atividade-Fim ou qualquer outra coisa sem antes ALINHAR, na sua tripulação, os VALORES da vida militar. 


2. Atividade-Fim. Esse é o nosso “negócio”. No caso de uma Unidade Operativa, nada mais é do que estar pronto para o combate. Deve-se aqui ter o cuidado para não perdermos o foco por conta de atividades mais atrativas e que possam dar mais visibilidade. 


3. Melhoria do Clima Organizacional. Aqui todas as iniciativas são válidas, mas com o devido cuidado para não comprometer os dois “porquês” anteriores. 


Essa filosofia pode ser adotada por qualquer líder ou gestor, em qualquer área de atuação, fazendo-se, logicamente, as adaptações necessárias. 


Forte abraço,

André Guimarães.

O quanto você acha que sabe sobre liderança?

De acordo com o que agora é conhecido como efeito Dunning-Kruger, é nos momentos em que nos falta competência que é mais provável transborda...